quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Aluno q queremos...

Todos nós já passamos por processos educativos, seja como aluno ou como um “professor” (mentor, tutor, orientador ou conselheiro). Como alunos, com certeza já vivenciamos um momento único, uma experiência na qual um professor iluminou nossas idéias com novos conhecimentos, escancarando portas que nem sonhávamos existir. Essa experiência é inata ao ser humano e ao nosso direito básico de sermos aprendizes vorazes e naturais. Isto é, todo ser humano tem vontade/desejo de saber e de aprender, no entanto o sistema educativo mata esse desejo ao longo dos inúmeros anos de escola, carteiras e aulas maçantes. Portanto, o aluno chega ao ensino superior com esse desejo apagado, esquecido...

Ao longo de nossas vidas, ouso dizer até diariamente, nos deparamos com novidades e desafios (haja visto esse novo mundo tecnológico que se descortina), ousados e menos audaciosos. Se nos colocamos em uma posição de aprendizagem constante, prontos para superar esses novos desafios e a conhecer essas novidades, então viver e aprender tornam-se situações e processos inseparáveis.

Hoje já conseguimos perceber no mundo corporativo (empresas públicas e privadas) que não há separação entre nossas vidas e nosso trabalho, pois preciso aprender para a vida e não apenas para exercer uma função ou atividade específica no trabalho. O importante é representarmos esses processos como significativos para cada um, este é o grande desafio. A humanidade neste formato que a conhecemos sempre precisou de lugares seguros onde processar o ensino e a aprendizagem: as escolas. No entanto esse locus privilegiado, o ambiente educativo, deve ser encarado por educadores e educandos como ponto de partida, pois aprende-se por toda a vida. Assim, o ensino superior não pode ser encarado, especialmente pelos professores, como uma etapa final, pois esta não existe. O objetivo é a aprendizagem com efeito social, que repercuta na vida da sociedade na qual o indivíduo está inserido, afinal não queremos alunos que simplesmente sigam regras, pois o mundo em constante evolução como o conhecemos exige pessoas que saibam atuar com autonomia, chegar às próprias conclusões, sugerir e liderar além de simplesmente seguir, enfim, questionar, arriscar para construir.

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